segunda-feira, novembro 28, 2011

Descoberto túmulo de Filipe, apóstolo de Jesus


Um túmulo, que se crê ser de São Filipe, um dos 12 apóstolos, foi descoberto na cidade de Hierapolis, na Turquia. Segundo a agência turca Anadolu, o professor italiano Francesco D’Andria, em comando da exploração, disse que arqueólogos encontraram o túmulo da figura bíblica, um dos 12 discípulos de Jesus, enquanto trabalhavam nas ruínas de uma Igreja recém-descoberta. “Há anos que procuramos o túmulo do apóstolo Filipe”, disse o professor à agência. “Finalmente encontramo-lo nas ruínas de uma igreja, que começamos a explorar há um mês.” A estrutura do túmulo e os dizeres escritos nas paredes provam que ele pertence a São Filipe. O professor disse ainda que os arqueólogos trabalhavam havia anos com a esperança de encontrar o túmulo, e que esperam que este tenha um destino privilegiado para exposição.

São Filipe, reconhecido como um dos mártires do cristianismo, deve ter morrido em Hierapolis, segundo cientistas, por volta de 80 d.C. Acredita-se que tenha sido crucificado de cabeça para baixo, ou decapitado. O nome Hierapolis significa “cidade sagrada”.

(DN Globo)

domingo, novembro 27, 2011

UFC: Ultraje Feroz do Corpo


Dois homens em uma arena chutam cabeças e esmurram fígados, e isso rende o delírio da galera. Um quer a deformação do corpo do outro, e isso rende fama e fortuna. UFC (Ultimate Fighting Championship) quer dizer mesmo é Ultraje Feroz do Corpo. Mas para que ninguém fique a pensar na degradação física e espiritual do momento, é preciso fazer dessa rinha de galos um espetáculo televisivo. A TV Globo, que se recusava a cobrir as lutas do MMA (as artes marciais mistas), gasta sua semana esportiva explicando que agora, com novas regras, as lutas são “um pouco menos violentas do que o vale-tudo”, como disse o apresentador Luís Ernesto Lacombe. A sinceridade foi logo corrigida na fala seguinte: “Mas é bem bacana.”

É bem bacana, então, ver a brutalidade elevada à categoria de esporte “civilizado”. É bem bacana, então, assistir a violência de socos, pontapés e sufocamentos. É bacana ver o público se extasiar quando um homem é espancado no chão (mas agora o juiz intervém mais rápido. Antes que um assassine o outro ao vivo e em HD, né?).

(A Globo escalou Galvão Bueno para narrar o combate. Quem assistir, ouvirá um “É teeeeee... trico?!”. Os fãs do UFC não queriam o Galvão de locutor das lutas. Mas o que eles queriam? Galvão de calção e Anderson Silva na narração?)

As lutas de vale-tudo eram só um pouco piores do que as do UFC. Só paravam quando um dos lutadores estava desfigurado. No UFC, ao que parece, há que se ter não só a destreza e o domínio de artes marciais conjugadas, mas também estratégia e inteligência para vencer o combate.

No entanto, assim como a filosofia espiritual que cerca a tradição das artes marciais orientais foi banida dos filmes de “kung-fu”, nas lutas do MMA também não restou um traço da espiritualidade de antigos guerreiros. Sobram apenas chutes no rosto e cheiro de sangue.

Homero descreveu assim o feroz e mítico combate entre Epêo e Euríalo: “Rangem as mandíbulas ao receberem os golpes [...] e o divino Epêo, lançando-se sobre o adversário, aplica-lhe tão tremendo golpe, que Euríalo cai inerme, vomitando negros coágulos de sangue”. Os nomes gregos saíram, mas os apelidos conservam o apelo mitológico: Minotauro, Cigano, Spider, The Beast. Mas outros chamam a fúria pelo nome: Demolition Man e African Assassin, que dispensam traduções.

O UFC está de acordo com as regras de entretenimento de uma civilização doente. É a nossa civilização que produz filmes que consagram a velocidade e a ferocidade, filmes feitos com muita adrenalina e pouco neurônio, filmes que glorificam machões que falam uma piadinha após decepar outros machões.

Espetáculo da meia-noite, o Ultraje Feroz do Corpo aplaca nossa primitiva sede de sangue por alguns minutos. Depois, cada um faz suas orações e vai dormir.

sábado, novembro 26, 2011

Ser gay é pecado?

Em seu programa de tevê e nos cultos, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, um dos maiores porta-vozes do conservadorismo religioso no País, costuma repetir a ladainha: “Homossexualidade na Bíblia é pecado. Pode tentar, forçar, mas é pecado.” Mas será mesmo pecado ser gay? Não, contestam, baseados na interpretação da mesma Bíblia, sacerdotes cristãos, tanto católicos quanto evangélicos. Para eles, a mensagem de Jesus era de inclusão: se fosse hoje que viesse à Terra, o filho de Deus teria recebido os homossexuais de braços abertos. “Orientação sexual não é o que vai definir a nossa salvação”, afirma o bispo primaz da Igreja Anglicana no Brasil, dom Maurício Andrade. “É muito provável que as pessoas homoafetivas fossem acolhidas por Jesus. O Evangelho que ele pregou foi de contracultura e inclusão dos marginalizados”, opina. Segundo o bispo, ao mesmo tempo que não há nenhuma menção à homossexualidade no Novo Testamento, há várias passagens que demonstram a pregação de Jesus pela inclusão. Não só o conhecido “quem nunca pecou que atire a primeira pedra” à adúltera Maria Madalena. [...]

“Jesus inaugura o momento da Graça, os Evangelhos atualizam vários trechos do Velho Testamento. Ou alguém pode imaginar apedrejar pessoas hoje em dia?”, questiona dom Maurício, para quem a interpretação da Bíblia deve se basear no tripé tradição, razão e experiência cotidiana. “Quem interpreta que a Bíblia condena a homoafetividade está sendo literalista. Cada texto bíblico está inserido num contexto político, histórico e cultural, não pode ser transportado automaticamente para os dias de hoje. Além disso, a Igreja tem de dar resposta aos anseios da sociedade, senão estaremos falando com nós mesmos.” [E quando a Bíblia condena o adultério, a fofoca, as bebedeiras, etc.? Quem prega contra essas coisas também está sendo “literalista”?] [...]

Com o reconhecimento pelo Superior Tribunal de Justiça, em 25 de outubro, da união civil de duas lésbicas, é possível que a intolerância religiosa contra os homossexuais volte a se acirrar. No Twitter, Malafaia atiçava os seguidores a enviar e-mails aos juízes do Tribunal pedindo a rejeição do recurso. Em vão: a união entre as duas mulheres gaúchas, juntas há cinco anos, ganhou por 4 votos a 1.

A partir da primeira decisão do STF, foi criada, informalmente até agora, uma frente religiosa pela diversidade sexual, que reúne integrantes de diversas igrejas: batistas, metodistas, anglicanos, luteranos, presbiterianos, católicos e pentecostais. Coordenador do grupo, o metodista Anivaldo Padilha (pai do ministro da Saúde, Alexandre Padilha) diz que a homossexualidade é hoje um dos temas que mais dividem as igrejas, tanto evangélicas quanto católicas. “Quem alimenta o preconceito são as lideranças. Os fiéis manifestam dificuldade em obter respostas, porque no convívio com amigos, colegas ou mesmo parentes que sejam homossexuais não veem diferença.” [...]

“A Bíblia, infelizmente, tem sido usada para defender quaisquer posicionamentos, desde a escravidão (sobram textos que legitimam a escravatura) ao genocídio”, opina o pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda de São Paulo, protestante. [Aqui Gondim comete um grave equívoco. A Bíblia não recomenda a escravidão, apenas a tolera como costume. Assim como, ao relatar o fato de que alguns patriarcas consumiram bebidas alcoólicas e praticaram a poligamia, não está, com isso, autorizando essas práticas. No caso dos genocídios, é preciso analisar o contexto.] “Como o sexo é uma pulsão fundamental da existência, o controle sobre essa pulsão mantém um fascínio enorme sobre quem procura preservar o poder. Assim, o celibato católico e a rígida norma puritana não passam de mecanismos de controle. O uso casuístico das Escrituras na defesa de posturas consideradas conservadoras ou ‘ortodoxas’ não passam, como dizia Michel Foucault, de instrumentos de dominação.” [Gondim erra mais uma vez. Misturar celibato católico com o homossexualismo é o cúmulo da distorção bíblica e histórica.]

“Um teólogo que eu admiro muito, Carlos Mesters, costuma dizer que a Bíblia é uma flor sem defesa. Dependendo da mão e da intencionalidade de quem a usa, a posição mais castradora ou a mais libertadora pode ser defendida usando-a”, concorda a pastora Odja Barros, presidente da Aliança de Batistas do Brasil, espécie de dissidência da Igreja Batista que aceita homossexuais entre seus integrantes – são seis igrejas no País. [Barros está correta, embora tenha abraçado a visão “libertadora”, claro. O ideal é permitir que a Bíblia se interprete a si mesma, deixando de lado motivações e interesses dos leitores.] [...]

Um dos pontos principais para a compreensão da questão à luz da Bíblia, de acordo com Odja Barros, é desconstruir as leituras mais hegemônicas, patriarcais, que afetam a vida não só dos gays, como das mulheres. Há trechos, por exemplo, que justificam a submissão e a violência contra a mulher. A própria Odja só se tornou pastora graças a essa releitura. [Outro erro. Mais uma vez é preciso ressaltar o fato de que a Bíblia descreve a cultura em que foi redigida e, em nome da aceitação da mensagem sem grandes impedimentos, em alguns casos, tolera essa cultura. Do ponto de vista divino – e isso é claro na Bíblia –, homem e mulher foram criados iguais e detêm a mesma dignidade. Paulo recomenda a mútua submissão, ao passo que as feministas gostam de ressaltar apenas o texto em que ele recomenda à mulher ser submissa ao esposo.] [...]

“Além disso, hoje temos conhecimento de uma gama impressionante de comportamentos sexuais entre os animais, o que inclui homossexualidade e hermafroditismo”, defende o padre católico [homossexual] James Alison, britânico radicado em São Paulo. [Opa! Os animais também praticam canibalismo, suicídio coletivo e mantêm outros comportamentos “bárbaros”, certamente derivados da degeneração pós-pecado. Vamos nos nivelar aos irracionais, então? Serão eles nosso referencial de conduta? Isso é o que dá abraçar a filosofia darwinista...] [...]

Para o padre, a falta de discussão no catolicismo sobre a homossexualidade “emburreceu” as pessoas para o debate em torno da pedofilia, que tanto tem causado danos à imagem da Igreja nos últimos anos. Daí a reação lenta diante das denúncias. E também se tornou um obstáculo à evangelização. [Se o negócio é relativizar, por que condenar a pedofilia? Há pessoas que a defendem como forma de afetividade “normal”. E agora? E o incesto? Por que seria errado? A Bíblia o condena, certo, mas essa condenação não viria também de uma leitura “literal” dela? Além disso, animais praticam “pedofilia” e incesto...]

(Cynara Menezes, Carta Capital)

Nota: O que alguns líderes religiosos liberais parecem não perceber é que Jesus acolhia o pecador a fim de que este tivesse a vida transformada. Para a mulher apanhada em adultério – que Jesus perdoou incondicionalmente –, Ele disse: “Vá e não peques mais.” Jesus ama e abraça o pecador, mas odeia e rechaça o pecado, pois o pecado destrói o ser humano e desfigura a imagem de Deus nele. Respondendo à pergunta do artigo acima (Ser gay é pecado?): não, ser gay não é pecado, tanto quanto ser humano (com sua natureza pecaminosa) não é pecado. Pecado é dar rédeas soltas a essa natureza. Pecado é viver “na carne”, como diz a Bíblia. Ser gay (ter tendências homossexuais), portanto, não é pecado; manter um estilo de vida homossexual, isso, sim, segundo a Bíblia, é pecado. Líderes religiosos liberais podem tentar amenizar o discurso para parecerem politicamente corretos, mas, se forem fieis à Palavra de Deus, deverão admitir que manter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo (assim como praticar sexo fora e antes do casamento) é considerado pecado por Aquele que inspirou a redação das Escrituras. Deus criou um homem e uma mulher para, no contexto matrimonial, desfrutarem do sexo numa relação de amor e compromisso. Biblicamente falando, é isso. Mas esse mesmo Deus concede liberdade para cada um viver como bem entende – em pecado ou não.[MB]

Leia também: "Gays nascem gays?"

sábado, outubro 29, 2011

Dicas de livros e sites para você estudar a bíblia.

Por Leandro Quadros




Há algum tempo queria criar no blog um espaço onde o leitor pudesse receber indicações de livros, para o estudo da Bíblia e apologética (defesa da fé). E, graças a Deus, o dia chegou!
Disponibilizarei uma lista de materiais que fazem parte de minha biblioteca, para que você possa conhecer cada vez mais as doutrinas bíblicas sob uma perspectiva cristocêntrica. Afinal, como disse um grande pregador (irei parafraseá-lo): “Toda doutrina deve ser uma avenida que conduza as pessoas a Cristo”.
A grande maioria dos livros a seguir podem ser adquiridos com a editora Casa Publicadora Brasileira, pelo telefone 0800-9790606, ou pelo site www.cpb.com.br Quando o material for publicado por outra editora, informarei logo em seguida.
Na medida do possível, irei atualizando esta lista. Agora, vamos ao que mais interessa!
1) A Bíblia Sagrada. Este é o primeiro livro da lista por ser o mais importante. Sugiro que faça um “ano bíblico” (plano de leitura da Bíblia em um ano) na Nova Versão Internacional por ela ter uma linguagem simples e agradável. Mas, quanto mais versões você tiver, melhor, pois, ao compará-las, poderá interpretar com mais segurança os textos bíblicos mais difíceis.
Nunca deixo de passar mais tempo com a Bíblia do que com outros livros. É a Palavra de Deus que se constitui a fonte primária de todo saber religioso. É ela que transforma o nosso interior e nos torna pessoas melhores.
Portanto, leia muitos livros, porém, jamais deixe a Bíblia em segundo plano. Passe muito mais tempo com ela.
2) O Desejado de Todas as Nações. Segundo um bibliotecário do Congresso Nacional de Londres, esta é a melhor biografia já produzida sobre Jesus Cristo nos últimos 300 anos. Você não pode deixar de ter esse material e de conhecer mais de perto a sublime pessoa de Jesus como descrita pela Bíblia, através da “tinta” de Ellen White.
3) Na Mira da Verdade. Sim! Dia 08/10/2011 ocorrerá o lançamento do livro na cidade de Porto Alegre, RS. Não darei maiores detalhes agora por que o material está em fase de revisão final e quero divulgá-lo depois que estiver com ele impresso. Esse será o primeiro de vários que quero produzir, para que tenha em sua biblioteca alguma coisa do que Deus tem me ensinado no decorrer dos anos em que estudo a Bíblia e defendo suas verdades fundamentais.
Em breve lançarei um site (www.leandroquadros.com.br) onde as pessoas poderão adquirir o livro on-line.
Um detalhe importante: não me envolverei com essa parte comercial, pois, meu foco é outro: pregar o evangelho eterno, contextualizado nos três últimos recados de Deus à humanidade (Ap 14:6-12). Quem cuidará disso será minha amada esposa. Escreverei sobre as verdades de Deus e ela fará com que os materiais cheguem às pessoas.
Quando o livro estiver pronto avisarei aqui no blog, no twitter, no facebook… Ore por esse projeto, ok?
4) Questões Sobre Doutrina. Livro indispensável para qualquer pessoa que deseja conhecer as doutrinas adventistas direto na fonte, e não através de sites e livros apologéticos que cometem distorções históricas e doutrinárias incríveis, contribuindo assim para o aumento da ignorância.
5) Respostas a Objeções. Vários textos bíblicos mal-interpretados por irmãos de outras igrejas são contextualizados de modo magistral por Francis Nichol, um dos maiores apologistas adventistas.
6) Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia. Se quiser um estudo sistematizado das doutrinas adventistas, esse é um livro que não pode faltar em sua biblioteca. Escrito por teólogos de grande calibre e lançado no Brasil em 2011, com certeza revolucionará a teologia adventista no meio protestante e católico.
7) O Sábado na Bíblia – Por que Deus faz questão de um dia. Se você quiser conhecer a doutrina bíblica do sábado e compreender corretamente os textos bíblicos distorcidos, para “apoiarem” a observância do domingo, não pode deixar de ler esse material de meu professor e amigo, o Dr. Alberto R. Timm – outro grande apologista adventista, a nível mundial.
8.) Nisto Cremos. Esse material aborda as 28 doutrinas fundamentais adventistas com muito embasamento bíblico. Vale a pena conhecê-lo de perto.
9)  Popular Beliefs – Are They Biblical? Samuele Bacchiocchi refuta várias crenças populares que, longe de possuírem embasamento bíblico, são doutrinas humanas. Ele aborda a imortalidade da alma, vida após a morte, tormento eterno, purgatório, observância do domingo, Mariologia, dom de línguas, batismo infantil e também dedica um capítulo todo para analisar com maestria a doutrina antibíblica – e diabólica – da dupla predestinação. Publicado pela Biblical Perspectives, pode ser adquirido no site www.biblicalperspectives.com
10) Imortalidade ou Ressurreição? Até o momento, é o melhor material que conheço sobre o estado do homem na morte. Muito bem embasado nas Escrituras, há nele a opinião de centenas de teólogos não adventistas que deixaram de acreditar na doutrina antibíblica da imortalidade natural da alma (sem comer da árvore da vida para isso). Publicado pela Imprensa Universitária Adventista (Unaspress), pode ser adquirido no site http://unaspress.unasp-ec.com
11) Não tenho fé suficiente para ser ateu. Ótimo para ser dado de presente a ateus sinceros. Com exceção de algumas partes em que os autores deixam a desejar (ao tentarem harmonizar a teoria da evolução com a Bíblia e ao defenderem a existência do inferno eterno, entre outras coisas), é um livro essencial para você mostrar que a fé bíblica se apoia em evidências. Publicado pela Vida Acadêmica, pode ser adquirido no site www.editoravida.com.br
12) Andrews Study Bible. Excelente Bíblia de estudo disponível na New King James Version. É uma ótima ferramenta para os estudantes sérios da Bíblia, que querem deixá-la falar ao coração e à razão. Publicada pela Andrews University Press, pode ser adquirida no site http://bible.andrews.edu/
13) www.psicologianaweb.org Nesse site a psicóloga clínica Maria de Lourdes disponibiliza vídeos e palestras sobre os disversos temas que tratam da saúde mental. Ela tem usado a Bíblia e os princípios cristãos para ajudar as pessoas a administrarem as próprias emoções e, assim, desfrutarem de melhor qualidade de vida.
Esta lista será atualizada com certa frequência.  Por isso, não deixe de passar por aqui de vez em quando e de informar aos seus amigos que o blog possui mais este espaço cultural.
Deixo-lhe um texto bíblico “equilibrado” para sua reflexão:
“Demais, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.” (Ec 12:12)

domingo, outubro 02, 2011

“Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”

Um episódio em especial do reality show da TV Record, “A Casa da Ana Hickmann”, chamou a atenção do Brasil e especialmente dos adventistas do sétimo dia. Foi o momento em que a apresentadora gaúcha conversou com uma das participantes para saber o porquê de ela não ter participado da “balada” na sexta-feira à noite e de uma prova classificatória na piscina, no dia de sábado.
A comunicadora adventista Whasti, que competia para ser a nova repórter do programa “Tudo é Possível”, passou os momentos sabáticos a sós, sem envolver-se em qualquer tipo de atividade secular imprópria para o dia de repouso (Ex 20:8-11) e para qualquer outro dia da semana (nesse caso, baladas).
A princípio, pensei: “por que ela foi a tal programa de TV se sabia que não iria conseguir observar o sábado?” Porém, me dei por satisfeito com a justificativa que deu a Ana Hickmann: “quando a gente quer muito uma coisa… a gente vai atrás”. Ela tem razão: temos que correr atrás dos nossos sonhos, pois, neste mundo de pecado e tristezas, sonhar nos ajuda a levar a vida com mais alegria e mais facilidade, pois, isso é um bálsamo para a emoção.
Ela demonstrou estar disposta a correr atrás do sonho dela, mas, o mais importante é que Wasthi compreendeu que os sonhos de Deus são maiores. Ela entendeu que há recompensa em sacrificarmos nossas vontades, caso elas venham a interferir em nossa lealdade ao Deus Criador que tanto fez (Tt 3:5), faz (1Co 1:18) e fará (Rm 5:9) por nós.
QUEM REINA EM SEU CORAÇÃO: A VONTADE DE DEUS OU AS SUAS?
No momento não escrevo para defender apologeticamente a doutrina do sábado – tão clara nas Escrituras (Gn 2:1-3; Ez 22:26; Ex 20:8-11; At 16:13; Ap 14:6, 7). O que quero destacar é a atitude da competidora em sacrificar a própria vontade para fazer a vontade de Deus. E isso em rede nacional!
Na conversa com a apresentadora da TV Record percebe-se que nossa irmã na fé compreendeu as palavras de Atos 5:29: “[...] Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” Confesso que ao ver o vídeo no YouTube me perguntei: “até que ponto eu estaria disposto a sacrificar minhas vontades para fazer a vontade de Deus?” Profanar o sábado não é a minha maior tentação por que nos meus 15 anos de adventismo estou acostumado a observá-lo com minha esposa e filhinha. É algo me dá muito prazer.
Minha “angústia” está em olhar para dentro de mim e descobrir se, em outras áreas da minha vida, também estarei disposto a deixar de lado “o próprio eu” para que Cristo viva em mim (Gl 2:20). Gostaria de saber se, em certos momentos de prova, estarei tão disposto a erguer a bandeira dos bons princípios como estou decidido a erguer a bandeira da guarda do sábado.
Porém, de algo tenho certeza: não importa a área da vida em que sejamos mais fracos, pelo poder de Cristo (Fp 2:13) podemos viver como o “sal da terra” e a “luz do mundo” (Mt 5:14-16). Se assim vivermos, inevitavelmente ouviremos das pessoas o mesmo que Wasthi, ao final de sua conversa com Hickmann:
“Você é uma pessoa muito especial e mostrou ser mais especial ainda agora por que acredita nos seus princípios, segue dessa forma… [nesse tipo de] pessoa [...] a gente pode confiar”.
OS SONHOS DE DEUS SÃO MAIORES QUE OS NOSSOS
Precisamos estar dispostos a crer especialmente numa daquelas frases em que Wasti regou-a com as próprias lágrimas, e que pode ser a pura expressão da fé e entrega ao Deus que tudo sabe e que tudo pode em favor dos filhos dEle: “Por maior que seja o meu sonho, o sonho de Deus é maior pra mim”.
Acredito que também por meio de Ana Hickmann, Deus deu uma mensagem forte a todos aqueles que desejam viver o sonho dEle. “Seja sempre sincera. Nunca esconda de você mesmo e nunca esconda de ninguém aquilo que você acha e aquilo que você é”.
Até que ponto somos sinceros e transparentes com respeito aquilo que somos e acreditamos, para que perfumemos a vida das pessoas como bons perfumes de Cristo? “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.” (2Co 2:15)
Converse com Deus sobre você. Pergunte-Lhe (se já não tiver a resposta) em que área (s) da vida precisa se fortalecer ainda mais para representá-Lo bem diante da sociedade. Faça a mesma oração que Davi, certo (a) de que esse tipo de prece nunca deixará de ser atendida pelo Espírito Santo:
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139:23-24).

sábado, setembro 24, 2011

Egoísmo dos filhos é culpa das mães?


 

Na seção “Science News”, a revista Science Daily trombeteou o título “Você é egoísta? Culpe sua mãe!” Nesse artigo é dito que “‘o fato de nossas ancestrais fêmeas terem-se dispersado mais do que os ancestrais machos pode levar a conflitos em nossa mente no que toca ao comportamento social’, diz uma pesquisa recente”. E o que os místicos evolucionistas usaram como evidência? Quase nada: eles verificaram que, “uma vez que, historicamente, as mulheres se movimentaram mais que os homens e, portanto, têm menos relacionamento com seus vizinhos, nossos genes paternos e nossos genes maternos estão em conflito no que toca à forma como deveríamos nos comportar – enquanto nossos genes paternos nos encorajam a ser altruístas, os maternos nos encorajam a ser egoístas”. Antes, provavelmente se pensava que os homens tinham tendência a ser mais vagabundos ou mais egoístas, mas essa nova pesquisa (livre de evidências) diz que não.

Os evolucionistas não provaram qualquer tipo de relação entre genes e egoísmo – nem entre genes ou qualquer outro tipo de comportamento – nem ofereceram qualquer tipo de evidência que suporte a tese de que os genes da mãe são mais egoístas que os do pai.

O zoólogo de Oxford Andy Gardner foi mais além ao fazer alusão aos proverbiais demônio e anjo sobre o ombro: “Isso conduz a conflitos no comportamento social: os genes que recebemos do nosso pai nos dizem para sermos amáveis com os vizinhos, enquanto os genes da mãe, tal como um demônio sentado no seu ombro, tentam que nós nos comportemos de maneira egoísta.” O artigo nada diz se Gardner consultou a mãe dele para ela expressar sua opinião sobre essa história. [...]

Como é normal entre os órgãos de (des)informação evolucionistas, a Science Daily reportou esse mito sem qualquer tipo de análise crítica, basicamente regurgitando o press release proveniente da Universidade de Oxford que, curiosamente, ilustrou a teoria com a foto de um “demônio” com um “anjo” sobre os ombros de um homem. A expressão do homem sugere que ele é apenas uma vítima inocente das discordantes vozes genéticas dentro de seu cérebro. Aparentemente, a equipe de Oxford não aplicou sua teoria às suas próprias motivações em escrever essa história.

Isso é pessoal. Mulheres = genes egoístas; homens = genes altruístas. Portanto, marido, da próxima vez que seus filhos se comportarem de forma egoísta, culpe sua mulher!

Sinceramente, ainda há evolucionistas que acreditam nesses mitos? Vocês, evolucionistas, não se sentem envergonhados quando seus cientistas evolucionistas tentam explicar todo o comportamento humano com base na teoria da evolução? Curiosamente, eles nunca tentam explicar a fé na teoria da evolução como uma adaptação evolutiva. Se todo o comportamento humano pode ser explicado com base na teoria da evolução, vai ver que a crença de que todo o comportamento humano pode ser explicado com referência à teoria da evolução pode ela mesma ser explicada com base na teoria da evolução.

Quem sabe o gene de acreditar na evolução tenha surgido na linhagem humana pouco depois de nos tornarmos sedentários, há cerca de dez mil anos... Ou então pode ter havido uma mutação aleatória que a seleção natural preservou e que favoreceu aqueles que acreditam na teoria da evolução em detrimento das demais. Com o passar dos séculos, os evolucionistas tiveram mais descendência e se tornaram dominantes na espécie. Nunca se sabe... Mas isso também não explica o porquê de os crentes evolucionistas serem minoria em todo o mundo. Enfim...

Com mais essa “estória” dos “genes diabinhos” provenientes da mãe, vemos como a teoria da evolução [frequentemente se torna] uma anedota. Podemos usar essa teoria para justificar qualquer tipo de comportamento.

O que eu gostaria de saber é o que o lobby feminista tem a dizer sobre esse tipo de mitologia que pontualmente procede dos sobrevalorizados e cientificamente inúteis laboratórios evolucionistas. Será que as feministas concordam com o que os evolucionistas estão afirmando com pesquisas desse tipo? Será o nosso egoísmo resultado dos genes maternos? Será o nosso altruísmo consequência dos “genes bonzinhos” do pai?
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