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quarta-feira, junho 01, 2011

Perguntas frequentes sobre criacionismo

Por : Michaelson Borges

1. Os dinossauros existiram?[1]

Sim. Cerca de 285 tipos (gêneros) são conhecidos,[2] com tamanhos variando desde o de um corvo até 30 m ou mais de comprimento. Aproximadamente metade destes são representados por um único exemplar, enquanto 10 deles têm pelo menos 40 exemplares. A maior diversidade de dinossauros é encontrada na parte superior das rochas do Cretáceo (Maastricianas).

2. Foram encontradas pegadas de seres humanos junto a pegadas de dinossauros?

Não. Houve um anúncio de que tais pegadas foram encontradas juntas no leito do rio Paluxy, no Texas, mas essa afirmação foi abandonada por todos os criacionistas com treinamento científico. As pegadas de dinossauro são genuínas, mas as humanas não são.[3]

3. Os cientistas creem que as aves evoluíram dos dinossauros?

Essa é uma questão que envolve atualmente acaloradas discussões. Têm sido encontrados certos fósseis com alguns aspectos típicos de aves e outros aspectos mais típicos de dinossauros.[4] O Archaeopteryx é um exemplo famoso. Alguns fósseis de dinossauros achados recentemente na China têm traços semelhantes a filamentos que alguns cientistas afirmam serem evidências de penas, mas as estruturas não se parecem com penas de vôo comuns e o assunto ainda não está resolvido. Alguns cientistas têm apresentado evidências para argumentar que as aves não podem ter evoluído dos dinossauros.[5] Outros cientistas têm proposto que as aves evoluíram de um grupo diferente de répteis, não de dinossauros.[6]

De um ponto de vista criacionista, a presença de penas em um dinossauro não significaria que as aves dever estar relacionadas a dinossauros. Todas as aves têm penas, mas isso não quer dizer que todas as aves evoluíram de um único ancestral comum. Pode ter havido vários grupos de aves e outros organismos com penas criados separadamente.

4. O que os dinossauros comiam?

Aparentemente, a maioria dos dinossauros era herbívora. Alguns podem ter comido pequenos animais, se estivessem disponíveis. Alguns comiam peixes, enquanto outros, provavelmente, comiam animais maiores, tais como outros dinossauros.[7]

5. Os dinossauros tinham sangue quente?

Os cientistas não concordam quanto à resposta para essa pergunta. Os dinossauros provavelmente não tinham sangue quente como as aves e os mamíferos. Eles podem ter vivido em climas quentes e úmidos. Consequentemente, não teriam dificuldade em se manter aquecidos. Os dinossauros maiores teriam conservado o calor mais eficientemente que os menores. O metabolismo deles pode ter sido mais rápido do que o dos répteis atuais.[8]

6. Deus criou os dinossauros ou eles são resultado do mal?

Deus criou toda a vida, incluindo os ancestrais dos dinossauros. Entretanto, não sabemos quanto os animais podem ter mudado após a Criação. Não podemos identificar nenhum fóssil como sendo uma forma individual criada originalmente. Os únicos fósseis que temos são de animais que viveram mais de mil anos após a criação. Não sabemos como eram as formas originalmente criadas.

7. Havia algum dinossauro na arca?

Ninguém sabe a resposta a essa pergunta. Não há evidências de que estiveram na arca e não há evidência de que existiram após o dilúvio. Tanto quanto podemos dizer, parece que eles foram destruídos durante o dilúvio. Houve relatos ocasionais de que supostos dinossauros viviam na Escócia, Zaire ou no oceano. Nenhum desses relatos foi confirmado. Alguns criacionistas têm interpretado as referências bíblicas ao leviatã ou o beemote como referências aos dinossauros (...).

8. Que problemas não resolvidos sobre os dinossauros são de maior preocupação?

Como podemos explicar o que parece ser ninhos de ovos de dinossauro e filhotes em sedimentos que acreditamos terem sido provavelmente depositados pelo dilúvio?[9] Por que não encontramos fósseis de dinossauros misturados com fósseis de mamíferos que vivem hoje? Como o homem podia sobreviver com esses poderosos animais vivendo ao redor?

Notas para perguntas sobre dinossauros:

1. Muitos livros já foram escritos sobre dinossauros. Alguns exemplos são listados a seguir: (a) Carpenter K, Hirsh KF, Horner JR. 1994. Dinosaur eggs and babies. Cambridge: Cambridge University Press; (b) Fastovsky DE, Weishampel DB. 1996. The evolution and extinction of the dinosaurs. Cambridge: Cambridge University Press (c) Lockley M, Hunt AP. 1995. Dinosaur tracks. NY: Columbia University Press; (d) Weishampel DB, Dodson P, Osmolska H, editors. 1990. The dinosauria. Berkeley: University of California Press; (e) Padian K, Currie PJ, editors. 1997. Encyclopedia of dinosaurs. NY: Academic Press.

2. Dodson P. 1990. "Counting dinosaurs: how many kinds were there?" Proceedings of the National Academy of Sciences (USA) 87:7608-7612. Dodson contou 285 gêneros. Desde aquele tempo, vários outros gêneros foram nomeados.

3. Neufeld B. 1975. "Dinosaur tracks and giant men". Origins 2:64-76.

4. Informações sobre o Archaeopteryx são encontradas em muitos livros tais como: (a) Carroll RL. 1988. Vertebrate paleontology and evolution. London: WH Freeman. Os fósseis chineses são discutidos em vários trabalhos, e.g.: (b) Qiang J, Currie PJ, Norell MA, Shuan J. 1998. "Two feathered dinosaurs from northeastern China". Nature 393:753-761; (c) Stokstad E. 2000. "Feathers, or flight of fancy?" Science 288:2124-2125.

5. (a) Burke AC, Feduccia A. 1997. "Developmental patterns and the identification of homologies in the avian hand". Science 278:666-668; (b) Ruben JA, et al. 1997. "Lung structure and ventilation in theropod dinosaurs and early birds". Science 278:1267-1270.

6. (a) Martin LD. 1991. Mesozoic birds and the origin of birds. In: Schultze H-P, Trueb L, editors. Origins of the higher groups of tetrapods. Ithaca and London: Comstock Publishing Associates, Cornell University Press, p 485-540; (b) Tarsitano S. 1991. Ibid, p 541-576; (c) Jones TD. 2000. Nonavian feathers in a Late Triassic archosaur. Science 288:2202-2205; (d) Stokstad (ver Nota 4c).

7. Ver, e.g.: (a) Kennedy ME. 1994. "Paleobiology of dinosaurs". Geoscience Reports No. 17. Loma Linda, CA: Geoscience Research Institute, Loma Linda, CA.; (b) Lamert D, and the Diagram Group. 1990. The dinosaur data book. NY: Avon Books.

8. Ver: (a) Ruben JA, Hillenius WJ, Geist NR, et al. 1996. "The metabolic status of some late Cretaceous dinosaurs". Science 273:1204-1207; (b) Fisher PE, Russell DA, Stoskopf MK, Barrick RE, Hammer M, Kuzmitz AA. 2000. "Cardiovascular evidence for an intermediate or higher metabolic rates in ornithischian dinosaur". Science 288:503-505.

9. Vários desses depósitos são transportados não sendo ninhos verdadeiros. Ver: Kennedy EM, Spencer L. 1995. "An unusual occurrence of dinosaur eggshell fragments in a storm surge deposit, Lamargue Group, Patagonia, Argentina". Geological Society of America Abstracts with Programs 26(6):A-318.

Obs.: Este trabalho elaborado pelo Dr. James Gibson, diretor do Geoscience Research Institute, representa o início de uma tentativa de responder a questões que são frequentemente feitas por interessados em criação. Aqui são dadas algumas referências. Não há a intenção de que sejam abrangentes, mas servem para conferir as opiniões dadas aqui. Também podem servir de ponto de partida para aqueles que desejam estudar o tópico com mais detalhes.

DECLARAÇÃO: AS IDEIAS APRESENTADAS AQUI NÃO REPRESENTAM O PONTO DE VISTA OFICIAL DE NENHUM GRUPO OU INDIVÍDUO. PODEM NEM MESMO REPRESENTAR MEUS PONTOS DE VISTA QUANDO VOCÊ AS ESTIVER LENDO. ELAS SÃO APENAS UMA TENTATIVA DE APRESENTAR ALGUMAS IDEIAS QUE PODEM SER ÚTEIS AO CONSIDERAR OS PROBLEMAS DA COMPREENSÃO DA HISTÓRIA DA TERRA.

domingo, dezembro 19, 2010

Os ingredientes do seu corpo – menos um

Seu corpo não passa de um amontoado de elementos que não custam nem R$ 150. O que não tem preço, claro, é o jeito que tudo isso se organiza para formar você.

Carbono - 23% - 16 quilos - O que é a vida? O efeito colateral de uma propriedade dos átomos de carbono. Eles se juntam naturalmente em cadeias grandes e complexas. E seu corpo, em última instância, é uma dessas cadeias. Se o DNA fosse uma árvore, o carbono formaria os galhos. E esses galhos somos nozes: os vemos na forma de músculos, pele, cabelos...

Cálcio - 1,4% - 1 quilo - Não é só de dentes e ossos que se faz o cálcio no corpo humano. Ok, 99% é. O minério mais abundante do organismo (e das salas de aula, já que giz é cálcio puro) tem outras funções tão importantes quanto: sem ele, o sangue não coagularia e não conseguiríamos mover os músculos.

Fósforo - 0,83% - 580 gramas - No nosso corpo, o fósforo está longe de causar explosões. O que ele faz é armazenar e transportar energia dentro das células (e entre elas). Mesmo assim, só 20% do fósforo do organismo está nas células e no fluido em que elas boiam. Os outros 80% combinam-se com o cálcio para formar ossos e dentes.

Nitrogênio - 2,6% - 2,22 litros - O nitrogênio se junta com carbono para formar o ácido nucleico, coisa que você conhece como DNA, a supermolécula que organiza todos os ingredientes [em] uma estrutura bem especial, capaz de criar cópias de si mesma, se reproduzir. Em outras palavras, uma estrutura viva.

Água - 55% - 38,5 litros - Sem água não há vida porque é boiando na água que as moléculas do corpo se encontram e reagem quimicamente - a transformação de ar em energia via respiração é uma dessas reações. E claro: os 6 litros de sangue correndo aí para transportar nutrientes são 92% água (quase uma Coca-Cola, que é 95%).

Enxofre - 0,2% - 140 gramas - O enxofre não deve ser subestimado e reduzido a um gás fedorento - pelo menos não quando está no organismo. Aqui ele não aparece na forma gasosa, mas sempre ligado a outros átomos. E compõe proteínas como a insulina, que transporta a glicose do sangue para servir de combustível às células.

Cloro e sódio - 0,27% - 195 gramas - Juntos, o cloro e o sódio formam o sal. Mas no corpo eles trabalham separados. São como válvulas: não deixam faltar nem sobrar água nos tecidos do organismo. O sódio também é uma das peças envolvidas na contração muscular - para isso ele atua com o elemento aqui embaixo.

Potássio - 0,2% - 140 gramas - Quando o sistema nervoso envia um sinal para que um músculo seja contraído, começa um movimento dentro das células: o potássio sai e o sódio entra. Essa troca da guarda gera o movimento. Por isso, a deficiência (ou o excesso) de potássio pode causar paralisia.

Metais - 0,009% - 6 gramas - Ferro, zinco, cobre... Você também é feito de metal. O corpo usa 7 deles para funcionar. Ferro é o mais abundante (4,2 g): ele se junta com proteínas para formar nossos glóbulos vermelhos, os veículos que transportam oxigênio pelo corpo. O zinco, 2º mais presente (2 g), entra na receita dos glóbulos brancos, os soldados do sistema imunológico.

*Esse é o peso que o carbono representa em um adulto de 70 quilos. O mesmo vale para as quantidades dos outros elementos.

(Superinteressante)

Nota: Muito interessante essa descrição química do ser humano. Mas quero chamar atenção para algo escrito no começo dessa matéria da Superinteressante: “tudo isso se organiza para formar você”. Como assim se organiza? Elementos químicos têm a capacidade de se auto-organizar? Isso é científico? Então, se juntarmos os elementos químicos na proporção certa teremos um ser humano funcionando? Claro que não. O ingrediente essencial esquecido por Superinteressante e que sem o qual não há vida é justamente o fôlego de vida dado por Deus (Gn 2:7) e que nos torna mais do que um amontoado de matéria.[MB]

sábado, outubro 02, 2010

Cérebro tem banda larga interna

Uma nova tecnologia ligada a uma importante descoberta, pode abrir amplas janelas para entender o funcionamento do cérebro. No fim do ano passado foi anunciada a descoberta de circuitos de neurônios especiais que podem trafegar dados em velocidades até 3 mil vezes maiores que a rapidez normal entre certas áreas do cérebro. O mais surpreendente é que esses circuitos estão em áreas que até recentemente se consideravam inúteis no cérebro. Tradicionalmente os cientistas concentraram seus estudos no mapeamento e funcionamento dos neurônios, as principais células nervosas, tentando monitorar como elas disparam potenciais elétricos que conduzem mensagens ao longo do seu corpo e liberam neurotransmissores químicos nos pontos de contatos com outros neurônios.
Os neurônios estão principalmente no que se chama “massa cinzenta” que ocupa a metade do volume do cérebro. A outra metade, chamada de “massa branca” é constituída de longos filamentos com poucos neurônios.
Pouquíssimo se sabia da função dessa massa branca, que se parece uma cabeleira de filamentos isolados por uma substância gordurosa isolante chamada mielina. Sabia-se que danos nesse encapamento de mielina, quando rompido por doenças, pode ser uma das causas do mal de Alzheimer, assim como fios elétricos desencapados podem causar curtos-circuitos danosos.
O que se descobriu recentemente é que as longas fibras brancas desempenham um papel importante na transmissão de informações dentro do cérebro. Essas fibras, aparentemente, funcionam como se fossem conexões de banda larga popularizadas na Internet. George Bartzokis, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, explica as recentes descobertas na edição de dezembro da Technology Review: “Graças às camadas de isolamento que impedem a fuga de impulsos elétricos, as fibras com mielina podem mandar sinais aproximadamente 100 vezes mais rápidas que as não isoladas. A mielina também faz transmissão de mais informações por segundo, reduzindo o tempo de espera entre sinais. Com isso os neurônios blindados por mielinas podem processar 3 mil vezes mais informações. Isso é crucial para a fala e processamento da linguagem,” diz Bartzokis.
[Se você tiver tempo e se interessar pela leitura do restante do texto, clique aqui.]
Três trechos me chamaram a atenção de maneira especial:
“Os neurônios formam conexões que lembram rios correndo numa planície, seguindo leitos de menor resistência. … esses caminhos, pela experiência e aprendizado, acabam formando feixes densos em direções predominantes. O reforço de conexões muito usadas acaba alterando sua forma, da mesma maneira que músculos muito exercitados ficam mais fortes e definidos.” [Isso quer dizer que aquilo que lemos, assistimos, ouvimos, pensamos acaba "moldando" o cérebro e tornando mais fácil ou mais difícil pensar de determinada maneira. "Pela contemplação somos transformados", já dizia Ellen White, há um século.]
“Seres humanos têm mais de 100 bilhões de neurônios que fazem entre eles mais de 100 trilhões de conexões, as chamadas sinapses. Para se ter ideia da complexidade, um dos dispositivos mais complicados produzidos pela tecnologia, o microprocessador Intel duocore mais avançado tem apenas 400 milhões de transistores, os equivalentes aos neurônios.”
“O cérebro é essencialmente um computador que cria sua fiação durante o desenvolvimento e que pode refazer seus circuitos”, explica Sebastian Seung, um neurocientista computacional do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).


segunda-feira, agosto 16, 2010

“Única chance do ser humano será deixar a Terra”


O astrofísico Stephen Hawking afirma que, ao menos que a raça humana colonize o espaço nos próximos dois séculos, vai desaparecer para sempre. Em entrevista ao site Big Think, o cientista diz que a única chance de sobrevivência do ser humano é sair da Terra e habitar novos planetas. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. “Eu vejo um grande perigo para a raça humana. Houve vezes no passado em que a sobrevivência (do ser humano) foi incerta. A crise dos mísseis de Cuba em 1963 foi uma delas”, disse Hawking. “É provável que a frequência dessas ocasiões aumente no futuro. Precisamos de muito cuidado e discernimento para negociar tudo isso com sucesso.” Apesar do aviso, Hawking se diz otimista com a possibilidade de colonizarmos novos mundos.

No início deste ano, o cientista havia dito que o ser humano deveria evitar contato com formas de vida alienígenas, já que não temos certeza se elas seriam amigáveis. Desta vez, o astrofísico afirma que o próprio modo de vida da humanidade pode fazê-la desaparecer.

“Nossa população e o uso de recursos finitos do planeta Terra estão crescendo exponencialmente, assim como nossa capacidade técnica para mudar o ambiente para o bem e para o mal”, diz Hawking. “Contudo, nosso código genético carrega instintos egoístas e agressivos que foram vantagens necessárias para a sobrevivência no passado. Será difícil evitar o desastre nos próximos 100 anos, ainda mais nos próximos mil ou 1 milhão.”

Hawking já havia falado sobre a possibilidade de ser criada uma espaçonave capaz de viajar para o futuro. Ou seja, o equipamento utilizaria a viagem no tempo (apenas para o futuro) para atravessar grandes distâncias. Segundo a previsão de Hawking, a nave levaria seis anos para atingir sua capacidade máxima - 98% da velocidade da luz -, enquanto que um dia nela seria equivalente a um ano na Terra. Assim, após 80 anos, ela seria capaz de chegar aos limites de nossa galáxia.


Nota: Hawking está errado (e é uma pena que ele só vislumbre essa “solução” para a humanidade). A única chance para o ser humano consiste em ser resgatado da Terra – por Jesus, quando Ele regressar. Curiosamente, quando um cristão diz isso, há quem torça o nariz. Quando um cientista como Hawking diz seus absurdos, vira notícia “séria”.[MB]

Detalhe: Daqui a algum tempo, vamos realmente deixar a Terra numas férias de mil anos (confira).
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