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sábado, novembro 27, 2010

A Sonho de Satanás para a Religião esta se concretizando?

Você deve seguir a DEUS da maneira que bem desejar, esse é o grande plano do inimigo de DEUS.

Convém à política de Satanás que os homens conservem as formas da religião, embora falte o espírito da piedade vital. Depois de terem rejeitado o evangelho, os judeus continuaram zelosamente a manter seus antigos ritos; preservavam com rigor o exclusivismo nacional, ao mesmo tempo em que não podiam deixar de admitir que a presença de Deus não mais era entre eles manifesta. A profecia de Daniel apontava tão insofismavelmente para o tempo da vinda do Messias, e tão diretamente lhes predizia Sua morte, que eles desanimavam o estudo dessa profecia, e finalmente os rabis pronunciaram a maldição sobre todos os que tentassem uma contagem do tempo. Em sua cegueira e impenitência, o povo de Israel tem permanecido, por mil e novecentos anos, indiferente ao misericordioso oferecimento de salvação, despreocupado das bênçãos do evangelho como solene e terrível advertência do perigo de rejeitar a luz do Céu. 
Onde quer que exista causa idêntica, os mesmos efeitos se seguirão. Aquele que deliberadamente abafa as convicções do dever, pelo fato de se achar este em conflito com as tendências pessoais, perderá finalmente a faculdade de discernir a verdade do erro.

Obscurece-se o entendimento, a consciência se torna calejada, o coração endurecido, e a alma se separa de Deus. Onde a mensagem da verdade divina é desdenhada e tratada levianamente, ali a igreja se envolve em trevas; esfriam a fé e o amor; entram a separação e a discórdia. Os membros da igreja centralizam seus interesses e energias em empreendimentos mundanos, e os pecadores se tornam endurecidos em sua impenitência.

"Agora é o momento em que tenho que decidir, se é o DEUS verdadeiro ou a imagem que Dele criei que quero servir..."

sábado, novembro 20, 2010

Veredito: ossuário do irmão de Jesus é verdadeiro


Ela pesa 25 quilos. Tem 50 centímetros de comprimento por 25 centímetros de altura. E está, indiretamente, no banco dos réus de um tribunal de Jerusalém desde 2005. A discussão em torno de uma caixa mortuária com os dizeres “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” nasceu em 2002, quando o engenheiro judeu Oded Golan, um homem de negócios aficionado por antiguidades, revelou o misterioso objeto para o mundo. A possibilidade da existência de um depositário dos restos mortais de um parente próximo de Jesus Cristo agitou o circuito da arqueologia bíblica. Seria a primeira conexão física e arqueológica com o Jesus do Novo Testamento. Conhecido popularmente como o caixão de Tiago, a peça teve sua veracidade colocada em xeque pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). Em dezembro de 2004, Golan foi acusado de falsificador e a Justiça local entrou no imbróglio. No mês passado, porém, o juiz Aharon Far¬kash, responsável por julgar a suposta fraude cometida pelo antiquário judeu, encerrou o processo e acenou com um veredicto a favor da autenticidade do objeto. Também recomendou que o IAA abandonasse a defesa de falsificação da peça. “Vocês realmente provaram, além de uma dúvida razoável, que esses artefatos são falsos?”, questionou o magistrado. Nesses cinco anos, a ação se estendeu por 116 sessões. Foram ouvidas 133 testemunhas e produzidas 12 mil páginas de depoimentos.

Especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Rodrigo Pereira da Silva acredita que todas as provas de que o ossuário era falso caíram por terra. “A paleografia mostrou que as letras aramaicas eram do primeiro século”, diz o professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A primeira e a segunda partes da inscrição têm a mesma idade. E o estudo da pátina indica que tanto o caixão quanto a inscrição têm dois mil anos.” O professor teve a oportunidade de segurá-lo no ano passado, quando o objeto já se encontrava apreendido no Rockfeller Museum, em Jerusalém.

Durante o processo, peritos da IAA tentaram desqualificar o ossuário, primeiro ao justificar que a frase escrita nele em aramaico seria forjada. Depois, mudaram de ideia e se ativeram apenas ao trecho da relíquia em que estava impresso “irmão de Jesus” – apenas ele seria falso, afirmaram.
A justificativa é de que, naquele tempo, os ossuários ou continham o nome da pessoa morta ou, no máximo, também apresentavam a filiação dela. Nunca o nome do irmão. Professor de história das religiões, André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, levanta a questão que aponta para essa desconfiança. “A inscrição atribuiria a Tiago uma certa honra e diferenciação por ser irmão de Jesus. Como se Jesus já fosse um pop¬star naquela época”, diz ele. Discussões como essa pontuaram a exposição de cerca de 200 especialistas no julgamento. A participação de peritos em testes de carbono-14, arqueologia, história bíblica, paleografia (análise do estilo da escrita da época), geologia, biologia e microscopia transformou o tribunal israelense em um palco de seminário de doutorado. Golan foi acusado de criar uma falsa pátina (fina camada de material formada por microorganismos que envolvem os objetos antigos). Mas o próprio perito da IAA, Yuval Gorea, especializado em análise de materiais, admitiu que os testes microscópicos confirmavam que a pátina onde se lê “Jesus” é antiga. “Eles perderam o caso, não há dúvida”, comemorou Golan.

O ossuário de Tiago, que chegou a ser avaliado entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões, é tão raro que cerca de 100 mil pessoas esperaram horas na fila para vê-lo no Royal Ontario Museum, no Canadá, onde foi exposto pela primeira vez, em 2002. Agora que a justiça dos homens não conseguiu provas contra sua autenticidade, e há chances de ele ser mesmo uma relíquia de um parente de Jesus, o fascínio só deve aumentar.

(IstoÉ)
Nota: Na verdade, esse assunto deveria ser capa da IstoÉ, mas preferiram falar sobre “sedução”. Estaria a mídia tão seduzida pelo naturalismo/secularismo que prefere não destacar matérias que confirmam fatos relacionados com o cristianismo? Isso mereceria também reportagem de capa na Superinteressante ou na Veja, não acha? É esperar para ver...[MB]

Leia também: “O ossuário do

quinta-feira, setembro 16, 2010

As acusações de um ex-pastor neopentecostal

A Igreja Mundial do Poder de Deus é tida como a igreja neopentecostal que mais cresce no Brasil. Tem mais de 2.300 templos e ocupa quase toda a programação da Rede 21, além de horários em outros canais. Quando foi fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, em 1998, o então motorista de caminhão Givanildo de Souza começava a trabalhar em Sorocaba, no interior de São Paulo. Entusiasmado com as promessas de cura, enriquecimento e ressurreição, ele resolveu trocar o caminhão pelos templos. Virou discípulo de Valdemiro e obreiro da Mundial. Para provar sua proximidade com Valdemiro, Givanildo exibe fotos de sua família com a de Valdemiro, todos em trajes de lazer. A dedicação ao altar lhe rendeu promoções. Givanildo passou por várias cidades até ser transferido para Araçatuba, a 525 quilômetros da capital paulista. Lá ficou responsável por 14 igrejas. Como pastor regional, chefiava os colegas e respondia pelo dinheiro arrecadado. Semanalmente, diz, enviava para a sede os montantes recolhidos. O vínculo com a Mundial durou até julho deste ano. Depois de se declarar descontente, Givanildo decidiu sair e agora faz acusações contra a Mundial. Ele afirma que era orientado a distorcer trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação com os fiéis. É a primeira vez que um dissidente da Mundial dá um depoimento assim.

Representantes da igreja foram procurados para comentar, mas não quiseram responder. A seguir, suas principais afirmações sobre o funcionamento da Mundial.

A pressão por arrecadação

Os líderes da Igreja Mundial, segundo Givanildo, estabelecem metas financeiras a seus subordinados e cobram resultados. “Se eu não dobrasse o valor, ia ser mandado embora com minha família e tudo”, diz. Givanildo conta que, um pouco antes de deixar a Mundial, despachava para a sede cerca de R$ 300 mil por mês, oriundos do bolso dos fiéis. “Depositava na conta da igreja. Às vezes, pediam para levar em mãos.”

A pressão por arrecadação e as técnicas para extrair dinheiro de fiéis, segundo ele, eram ditadas pelo bispo Josivaldo Batista, o segundo homem da Mundial. Josivaldo, diz, lidera a segunda parte dos encontros periódicos de pastores para falar de crescimento financeiro. “A primeira parte da reunião é televisionada. Depois que desligam tudo, o bispo Josivaldo começa a falar: ‘O negócio é o seguinte, se não crescer, vamos fazer umas trocas aí. Vamos botar os pastores lá no fundão do Nordeste, no meio do mato’.”

O uso da Bíblia

Givanildo diz que, nas reuniões, Josivaldo também mostra como usar trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação. “Houve uma campanha feita em cima de Isaías 61:7, sobre a dupla honra. Aí surgiu a proposta de pedir 30% do salário da pessoa.” Esse versículo diz o seguinte: “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; (...) por isso na sua terra possuirão o dobro e terão perpétua alegria.” Segundo Givanildo, os pastores passaram a pregar que para obter a “dupla honra” era necessário “dobrar” o dízimo e dar mais 10% do salário como oferta. Total: 30%. O “trízimo” ficou conhecido como uma inovação introduzida pela igreja de Valdemiro.

Outra orientação comum, diz Givanildo, é fazer associações simplórias entre números citados em textos sagrados e metas de ofertas. Num trecho bíblico que descreve uma batalha está dito que 7 mil guerreiros [sic] “não se dobraram a Baal”. É o que basta para uma associação. Depois de reler essa frase aos fiéis, os pastores passam a pedir doações de 7 mil pessoas, insinuando que se trata de uma determinação bíblica.

A barganha pela água benta

Na Mundial, de acordo com Givanildo, o acesso a bens sagrados são barganhados. Josivaldo, diz ele, mandava distribuir água benta só aos que contribuíssem financeiramente. “A gente tinha de dizer assim: ‘Eu quero 200 pessoas com oferta de R$ 100, que eu vou dar uma água.’ Para aquelas que não tinham oferta, não podia dar.”

Os motivos da ruptura

“Eu fazia meu melhor no altar, só que quando chegava nesse momento de pedir oferta não me sentia bem. Ficava enojado”, afirma. “Se a igreja está passando necessidade, não pode ter fazenda, clube.” Givanildo conta que era considerado “rebelde” por não colocar em prática as campanhas de ofertas acima de R$ 100. E, quando o faturamento caía, era acusado de roubo, diz. “Um dia, na reunião, o bispo Josivaldo, querendo me humilhar, gritou assim: ‘Pastor Souza, vem aqui na frente.’ Ele disse que tinha uma acusação, que eu estava pegando propina de outros pastores.”

A nova igreja

Fora da Mundial, Givanildo montou sua própria igreja, a Missionária do Amor. Seu primeiro templo, em Araçatuba, tem sistema de som, grafite na parede e quase uma centena de bancos estofados. Com que dinheiro montou tudo isso? “Tem gente que acredita e está me ajudando”, afirma. Sua igreja não parece ser muito diferente da Mundial. Givanildo afirma que, pelo menos no que diz respeito à forma de pedir ofertas, não segue os passos de Valdemiro.

(Época)

Nota: Segundo a revista Veja, “o bispo Edir Macedo já deve estar orando desde agora: na quarta-feira, em Nova York, acontecerá o julgamento de Regina da Silva, tesoureira da Universal nos EUA. Regina é acusada de quatro crimes – apropriação indébita, falsificação de documento, declaração falsa e esquema fraudulento que soma 22 milhões de dólares”. Em breve, Deus pedirá contas dos “lobos devoradores” (Mt 7:15) que denigrem o cristianismo e manipulam a fé das pessoas simples. Quanto aos “fiéis” que só pensam em bens materiais, que só pregam o reino material de Deus aqui e agora, esses já estão tendo seu “pagamento”. Melhor esquecer o galardão futuro sobre o qual nem pensam. Que bom seria se esses escândalos frequentes (que nada tem que ver com perseguição religiosa, já que sempre estão associados a falcatruas financeiras ou desvios morais) servissem para abrir os olhos desse povo.[MB]


Por: Michaelson Borges

quarta-feira, setembro 15, 2010

Jogos e Loterias

Por: Gilson Medeiros


Certa noite eu estava chegando em casa, e fui ver se já estava passando o telejornal. Ao mudar os canais, passei por um que estava apresentando um programa onde as pessoas poderiam ganhar até R$ 1.000.000,00 através da escolha de pastas que continham diversos valores.

Me chamou a atenção o fato de que a pessoa que estava participando se dizia "evangélica", e disse que estava com "muita fé" de que ganharia o prêmio máximo. Como o apresentador sempre fazia menção a esta "fé" da participante, eu resolvi esperar para ver o que aconteceria.

Ao longo do programa ela abriu várias pastas que continham valores variados. Ela acreditava que a pasta que estava em seu poder era realmente a que continha R$ 1.000.000,00. O noivo estava presente, assim como alguns familiares dela.

Em alguns momentos, o "banqueiro" oferecia algumas ofertas para fazer a jovem desistir de abrir a sua pasta. Esta oferta chegou até o valor aproximado de R$ 250.000,00. Ela rejeitou, apesar dos apelos do auditório e da família (inclusive do noivo) para que ela aceitasse a oferta, afinal "mais vale um pássaro na mão do que dois voando"...rsrs

Ao final do jogo veio a decepção geral. Ela havia escolhido uma pasta com apenas R$ 50,00, e foi com este prêmio que ela voltou para sua casa... com a fé em frangalhos!

A jovem noiva trocou a certeza de ter R$ 250.000,00 na mão, pela esperança (ou seria usura?!) de tentar ganhar 4 vezes mais.

E dai?!

Você pode estar se perguntando: "o que isso tem que ver com os temas que o Gilson coloca aqui no blog?".

A atitutude daquela "irmã" me fez refletir sobre o quanto o dinheiro pode ser atrativo aos nossos olhos, fazendo-nos ir em busca do dele de forma "fácil". Talvez seja por isso que tanta gente faz sua "fezinha" semanal nas loterias.
"Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores" - 1Tim. 6:10.

A Bíblia é muito clara em dizer que é com o "suor do nosso rosto" que devemos conquistar o sustento diário. Esta ilusão de um enriquecimento fácil que as loterias e jogos de azar despertam no coração do ser humano (em especial do brasileiro, devido à toda esta conjuntura econômica e política em que vivemos), acabam seduzinho muitos corações, inclusive de alguns que se consideram seguidores de Jesus.

Aquela moça que citei acima, em sua fé (creio que sincera) acreditava que Deus a estava dirigindo para conquistar o tão sonhado MILHÃO DE REAIS, mas o resultado demonstrou que não... Deus não interfere neste tipo de situação.

Certa vez alguém me perguntou se nós poderíamos jogar na Mega Sena quando ela estivesse acumulada (em certos momentos o prêmio passou de R$ 50 milhões - cerca de US$ 30 milhões), pois, caso ganhasse, o dízimo seria muito "gordo" e poderia ajudar muito na obra de Deus.

Não foi assim que o Senhor determinou o sustento de Sua obra na Terra. Deus tem outros meios de nos abençoar materialmente, sem que necessitemos recorrer a jogos de azar e loterias.
"O povo de Deus é chamado para uma obra que requer dinheiro e consagração" (Ellen White, Conselhos sobre Mordomia, pág. 35).

Eis o plano divino! Com a nossa consagração, certamente o dinheiro tão necessário para o avanço da pregação do Evangelho Eterno chegará à Casa do Tesouro.

Logo quando eu me tornei Adventista, um amigo me disse porque ele não cria que devêssemos jogar em loterias, mesmo com com uma "boa intenção" (aplicar na pregação do Evangelho). Ele me disse o seguinte:
"Não devemos jogar porque, além de todos os princípios bíblicos claramente contrários a esta prática, o dinheiro que nós ganharemos será aquele mesmo que muitos outros perderam".

Ou seja, para você ganhar R$ 50.000.000,00 na Mega Sena será necessário que milhões de outras pessoas tenham perdido suas apostas.

Desde aquela época, este argumento já foi suficiente para me deixar convicto sobre o tema.

quarta-feira, agosto 11, 2010

Querem censurar Deus na internet

Um site norte-americano teve uma ideia um tanto quanto inusitada: cansaram de conteúdo religioso na web e resolveram criar um programa que filtra qualquer conteúdo bíblico ou religioso das páginas que seu usuário estiver visitando. Segundo a definição do site do programa, o GodBlock é um filtro de web que bloqueia conteúdo religioso. É destinado a pais e escolas que desejam proteger os filhos de textos sagrados “prejudiciais” e da doutrinação religiosa, antes que as crianças tenham idade suficiente para tomar decisões. Quando instalado corretamente o GodBlock testará cada página visitada e, antes que ela seja carregada, buscará textos bíblicos, nomes de figuras religiosas e outros sinais de propaganda religiosa. Se nenhum for encontrado, então o o internauta estará autorizado a navegar livremente.

O programa está em fase de testes e só tem versão em inglês, mas já estão pedindo ajuda financeira para traduzi-lo para outras línguas.


Nota: E quem vai proteger as crianças do secularismo, do ateísmo pregado nos acampamentos de Dawkins e do gayzismo, divulgado na internet, em novelas e filmes? Com respeito a esses “ismos”, as crianças têm condições de tomar decisões? No site oficial [http://www.godblock.com/], é feita outra afirmação: “In the last century, the United States has seen a resurgence of fundamentalist religion. Fundamentalist Evangelicals, Mormons, Baptists, Muslims, and Jews have held back progress in science, human rights, civil rights, and protecting our environment. How can we reverse this trend and join the rest of the world in the gradual secularization of society and government?” Nada mais falso. Na verdade, conforme tenho afirmado muitas vezes aqui no blog, a ciência experimental nasceu num berço cristão; a arte também deve muito a essa cosmovisão, assim como o conceito de liberdade e inviolabilidade humana. Mesmo as universidades tiveram início graças à iniciativa de cristãos comprometidos com a missão. Querer conduzir a humanidade ao secularismo é um erro e uma atitude ingrata. Acusar a religião por maus atos cometidos por essa ou aquela denominação ou por indivíduos que se dizem religiosos, é tomar o todo pela parte. Se partirmos desse pensamento generalista, podemos acusar o ateísmo e o secularismo pelas atitudes de certos regimes políticos e indivíduos que esposaram a visão ateísta. Mas isso também seria injusto. Sinal dos tempos: “Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18:8).[MB]



segunda-feira, julho 12, 2010

Pancadaria cristã. Contextualização ou disvirtuamento?

É difícil imaginar o que Jesus Cristo faria num ringue de vale-tudo. Mas isso não impediu os americanos Danny White e Garry Krueger de inventar o Christjitsu: um estilo de arte marcial que mistura luta com religião. As aulas da nova modalidade começam com uma sessão de orações. Em seguida, há meia hora de treinos físicos, com exercícios e técnicas inspiradas no jiu-jítsu tradicional e depois uma pausa para conversar sobre a lição religiosa do mês (o tema mais recente foi "como lidar com as tentações"). Seguem-se 15 minutos de luta e, no final, todos rezam. "Nós reforçamos os valores morais passados na igreja", explica Krueger, que é faixa-preta em tae kwon do e atualmente ensina o Christjitsu a 220 alunos, homens e mulheres, com idades entre 4 e 74 anos. O programa de treinamento dura 27 meses, e os alunos que terminam o curso podem participar de um retiro de três dias realizado na cidade de Reno, 700 quilômetros ao norte de Las Vegas, e mistura palestras religiosas com sessões de treinamento comandadas por astros do vale-tudo como Ken Shamrock. "Os criadores desse método querem alcançar jovens que não são atraídos pelas igrejas tradicionais. Mas acho difícil conciliar esse tipo de luta com a doutrina cristã. Jesus é forte e lutador, mas nunca é violento. Pelo contrário: ele rechaça essa atitude em seus discípulos", afirma o teólogo Matthew Boulton, da Universidade Harvard.


Nota: Tem gente indo longe demais numa obediência descontextualizada à recomendação de Cristo de que os cristãos devem ser sal da terra e se misturar às pessoas para salvá-las. Nessa onda surgiram o "carnaval de Jesus", o "cristodance" (balada para evangélicos) e outras iniciativas exóticas. É verdade que os cristãos devem se esforçar para tornar o evangelho relevante e atrativo para todas as pessoas (como de fato o evangelho é), mas não devem, nesse afã, rebaixar os princípios bíblicos e se aproximar tanto dos costumes reprováveis do mundo que não se veja mais a diferença entre um e outro. Jesus é o maior exemplo de contextualização da mensagem: sem abrir mão de Sua dignidade e distinção, conseguia alcançar o coração das pessoas Se associando a elas e satisfazendo seus anseios. Nunca devemos nos esquecer de que "a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo" (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 509).[MB]
 
 

sexta-feira, julho 02, 2010

Perseguição religiosa?

Em recente entrevista aos repórteres que estão cobrindo a Copa na África, o jogador Kaká fez um desabafo interessante. Ele reclamou da maneira como um jornalista professamente ateu (Juca Kfouri) vem agindo com relação às suas manifestações públicas em testemunho da fé em Jesus. Para Kaká, o jornalista ateu age dessa forma pelo fato de ele ser evangélico.

Não é novidade para ninguém que a fé evangélica, de modo geral, é sempre muito mal retratada na Mídia, em especial nas programações da toda-poderosa Rede Globo (a mesma que elegeu o sr. Fernando Collor, mascarando para o Brasil uma pseudo-caça aos marajás de Alagoas... e todos sabemos no que deu!).

Nas suas novelas, seriados, programas humorísticos, etc., os evangélicos sempre são retratados com arquétipos preconceituosos. É o crente fanático, a irmãzinha devassa, o pastor ladrão, a evangélica fofoqueira, e por ai vai. Os personagens espíritas, por exemplo, são normalmente retratados como intelectuais, altruístas, benevolentes, bondosos e preocupados com o bem-estar coletivo. Os católicos, de modo geral, também são representados por personagens respeitados e socialmente aceitos.

Esta perseguição que Kaká afirmou estar sofrendo, muitos de seus "irmãos" e "irmãs" sabem muito bem do que se trata...

Fogo "amigo"

Porém, há um tipo de perseguição (ou preconceito, se você preferir) que existe, infelizmente, entre os próprios evangélicos. Assim como acontece desde os dias de Noé, a minoria sempre sofre o massacre ideológico da maioria.

Lutero, que é tido como heroi por muitos "protestantes", também foi intolerante com alguns grupos que discordavam de certos aspectos de suas doutrinas. O que mostra que ninguém (nem mesmo os que são perseguidos) estão livres de se tornarem perseguidores.

Adventistas do 7º Dia, Testemunhas de Jeová e Mórmons, por exemplo, estão entre algumas das denominações sempre ridicularizadas e perseguidas pelos "apologetas" do meio evangélico. Acredito que todo Adventista, pelo menos uma vez na vida, já ouviu alguém dizer que sua igreja é uma seita. Minha esposa certa vez ouviu um pastor de uma denominação que é maioria entre os pentecostais, dizer que "no céu não há lugar para Adventista". Se eu fosse católico diria que ele estava recebendo informações privilegiadas diretamente do "porteiro do Céu"... rsrs

Até entre as próprias denominações existem rivalidades, cismas e dissidências. Os Reformistas, por exemplo, criticam os Adventistas por serem liberais demais, apostatados e membros de Babilônia; já alguns Adventistas, por sua vez, acusam os Reformistas de fanáticos e legalistas.

É mesmo uma pena que este tipo de coisa exista entre pessoas que professam seguir Aquele que foi o maior arauto da paz, do amor e da comunhão. Como podemos dizer ao mundo não-cristão (muçulmanos, hinduistas, budistas, ateus, etc.) que nossa religião é benéfica, se eles olham para nós e vêem tantas brigas, críticas, desavenças e acusações?!

Não é só Kaká que está se sentindo perseguido por causa de sua fé. São milhões de outros que, assim como ele, também precisam conviver com pessoas intolerantes, egoistas e sem respeito pela liberdade do seu semelhante.

O problema será se Kaká, a partir de agora, também passar a perseguir os ateus... rsrs

"Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" (João 13:35).
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